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VELHO GATO SÁBIO

Os gatos são uma fonte inesgotável de conversa para quem, como eu, há muito se rendeu completamente à sua sublime beleza e ancestal sabedoria...

VELHO GATO SÁBIO

Os gatos são uma fonte inesgotável de conversa para quem, como eu, há muito se rendeu completamente à sua sublime beleza e ancestal sabedoria...

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Citação sobre gatos em destaque

“O tempo passado com os gatos nunca é desperdiçado.” May Sarton

O gato Sagrado da Birmânia

gato sagrado birmania.jpg

 

O gato Sagrado da Birmânia ou Sagrado de Burma é o gato ideal para humanos inteligentes, curiosos, otimistas, sociáveis e joviais, amantes do desporto sem exageros e do shopping.  É um gato magestoso, imponente, elegantíssimo. Não tem qualquer problema em socializar com as visitas da casa, e dá-se bem com as crianças, com quem gosta de brincar.  Uma das suas caraterísticas mais marcantes, para além da sua beleza exótica, é o seu caráter maravilhoso. É um gato muito equilibrado, de índole tranquila, o que não o impede de ser um grande brincalhão e de se empoleirar nos sítios mais impensáveis.  Os seus modos graciosos, dignos da realeza, são encantadores. Os machos são um verdadeiro exemplo de cavalheirismo felino: antes de começarem a comer esperam que sejam os gatinhos e as fêmeas  a servirem-se primeiro. 

 

Adapta-se bem à vida dentro de casa, mas o ideal é que a casa disponha igualmente de um jardim espaçoso. A sua forte personalidade não é obstáculo a uma sã convivência com outros animais, nomeadamente cães. Com os seus humanos demonstra-se muito afetuoso e fiel, sendo um perfeito companheiro para pessoas idosas. Desde tenra idade é a jovialidade em forma de gato. A sua vivacidade não esmorece nem mesmo na idade adulta. É “falador” e curioso, e adora ser mimado pelos seus humanos.

 

São de tamanho médio, pesando 6 a 7 kg, os machos, e 4 a 5 kg as fêmeas. A sua corpuratura é maciça mas não robusta. Apresentam um manto de pêlo semilongo, macio e sedoso, de cor creme com reflexos dourados, e tons mais escuros de cor castanho na cauda, patas, focinho e orelhas.  Tem uma cabeça ligeiramente redonda, com umas orelhas pequenas  com pontas arredondadas, e uns belíssimos olhos grandes e amendoadas, de um azul intenso. A cauda é longa e as patas curtas e robustas, com caraterísiticas patas com “luvas” brancas.  As cores admitidas são as tonalidades da cor colour point e as cores base seal, lilac, chocolate, cream. Convém escovar o seu manto de pêlo pelo menos duas vezes por semana, e diariamente durante a muda. Se o convidarem para tomar um duche convosco, não se fará rogado, pois adora água. Em termos de alimentação, tolera bem a ração seca durante o dia, mas à noite prefere comida fresca como carnes brancas ou peixe acompanhados de verduras cozidas a vapor. É aconselhável dar-lhe um multivitamínico enquanto gatinho (até a um ano de idade) e em adulto apenas nas ocasiões de muda ou de stress.

 

Qual a origem desta magnífica raça de gatos? Existe mais do que uma versão. Uma delas é baseada na lenda dos gatos guardiões do templo de Lao-Tsun,  já referida anteriormente.  Outra versão refere que em 1919 o monge Yotag Rooh-Ougji do templo de Lao-Tsun deu de presente um casal de gatos a August Pavie, um oficial francês, e a Russell Gordon, um oficial inglês, por estes terem ajudado os monges a evitar um saque do templo durante uma revolta popular.  Maldapur, o macho, não resistiu à viagem. Sita, a fêmea, que partira da Birmânia já prenha, conseguiu chegar a França onde teve a sua primeira ninhada. Os gatinhos foram designados Sagrados da Birmânia, para não serem confundidos com os Burmeses, que em tempos foram igualmente designados Birmanos por via da sua origem.  Uma outra versão aponta para um cruzamento que foi feito entre um gato Angorá de cor branco com olhos azuis ou um Persa com o focinho pouco achatado, com um Siamês. Esta versão é mais aceite sob o ponto de vista científico, já que o gato sagrado da Birmânia possui um gene chamado “Himalaiano” que lhe confere o manto claro com as pontas mais escuras. De qualquer modo,  a raça viria a ser reconhecida em França em 1925, Na Grã Bretanha em 1966 e nos Estados Unidos da América em 1967.

 

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