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VELHO GATO SÁBIO

Os gatos são uma fonte inesgotável de conversa para quem, como eu, há muito se rendeu completamente à sua sublime beleza e ancestal sabedoria...

VELHO GATO SÁBIO

Os gatos são uma fonte inesgotável de conversa para quem, como eu, há muito se rendeu completamente à sua sublime beleza e ancestal sabedoria...

Mensagem de abertura

Caríssimos amigos, deixem aqui os vossos comentários, enviem "coisas de gatos" para o nosso e-mail: velhogatosabio@gmail.com e espreitem a página VGS no Facebook: Isabel Santos Brás (Velho Gato Sábio). Obrigada.

Citação sobre gatos em destaque

“Amo os gatos porque amo a minha casa e, a pouco e pouco, eles tornam-se a alma visivel.” Jean Cocteau

O Meu Primeiro Gato

Silvestro_2.jpg

 

O meu primeiro amigo gato foi o Gavião II. Uma“réplica” quase perfeita do Gavião, o grande companheiro de juventude de meu pai. Grande, e preto e branco. Uma espécie de tradição de família, os gatos pretos e brancos. E o amor pelos pequenos felinos herdei-o seguramente de meu saudoso pai.

O Gavião II era lindo e maravilhoso, embora não pudesse competir com o carácter especial do seu antecessor. Tranquilo e meigo, possuia uma infinita paciência para as minhas tolices de menina - tinha cinco anos quando ele passou a fazer parte da família.

Lembro-me que tinha muito medo das trovoadas. Um dia, depois de uma trovoada seca de Verão, démos por falta dele. Como de costume, meu pai vinha almoçar a casa na sua pausa do emprego, e depois de nos mimar a todos com os seus carinhosos beijos, perguntou pelo gato. Nenhum de nós o vira toda a manhã, e nem com o som das panelas, que habitualmente o atraia para a cozinha àquela hora, se fez presente. Meu pai, julgando que eu ou os meus irmãos tivéssemos deixado distraidamente a porta de casa aberta e o gato tivesse escapado para o quintal, pediu-nos que durante a tarde formássemos um “piquete” para resgatar o gato desaparecido. E assim fizémos. Toda a santa tarde explorámos cada canto da rua e arredores, à procura do Gavião II. Mas dele nem sinal.

Perto da hora de jantar, quando nosso pai regressou da sua jornada lavorativa, nós confessámos-lhe muito tristes que as nossas buscas tinham sido em vão. Subitamente, ouvimos nossa mãe gritar no corredor e fomos todos em seu auxílio. O que acontecera? Nossa mãe, que estivera a passar a roupa a ferro, tinha ido arrumá-la no roupeiro, situado a meio do corredor que conduzia aos nossos quartos. Antes que pudesse acender a luz, viu uns olhos de gato a brilharem no escuro e assustou-se. Era o Gavião II, que com o pavor da trovoada tinha-se esgueirado para dentro do roupeiro e permanecido todo o dia escondido no meio dos cobertores.

 

Texto e imagem de Isabel Brás ©2015

 

 

 

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