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VELHO GATO SÁBIO

Os gatos são uma fonte inesgotável de conversa para quem, como eu, há muito se rendeu completamente à sua sublime beleza e ancestal sabedoria...

VELHO GATO SÁBIO

Os gatos são uma fonte inesgotável de conversa para quem, como eu, há muito se rendeu completamente à sua sublime beleza e ancestal sabedoria...

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Citação sobre gatos em destaque

“O ideal da calma é um gato sentado.” Jules Renard

Os gatos da minha vida

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Este é um breve relato dos companheiros gatos que acompanharam as minhas diversas fases de crescimento. Contribuiram imenso para que os meus dias fossem mais coloridos, com aquela irreverância, ternura e alegria que só os gatos sabem ter e dar.

 

O meu primeiro companheiro gato foi o Gavião II. O meu pai levou-o para a casa onde vivíamos em Leiria, era ainda uma "bolinha de pêlo." Um Europeu bicolor preto e branco, parecidíssimo com o Gavião I, o magnífico gato que acompanhou o meu pai na juventude. Embora não pudesse competir com o seu antecessor, não lhe ficava atrás em termos de beleza e caráter afetuoso. Eu adorava aquele gato, só que tinha apenas cinco anos, por isso o pobrezinho "sofreu" um bocado com os meus excessos de amor: dava-lhe muitos beijos e abraços apertados, interrompia constantemente as suas sonecas, e obrigava-o a fazer parte das minhas brincadeiras de "cabeleireira" de bonecas. Porém, o Gavião II era muito paciente comigo e nunca me arranhou propositadamente.

 

Alguns anos mais tarde, chegou a Chica Maleka, uma gata siamesa, com uns belos olhos de safira. O seu pêlo, de cor creme no corpo e castanho escuro na cauda, patas, focinho e orelhas, era muito macio e sedoso, pelo que me petecia estar sempre a acariciá-la. Era bem mais espevitada e brincalhona do que o gato anterior. Um autêntico terror para os cortinados e sofás, com grande desgosto de minha mãe.

 

Seguiu-se o Nokas, de novo um Europeu bicolor preto e branco (uma tradição de família, ao que parece). Um gato muito senhor do seu nariz, com o costume engraçado de "resmungar" quando o obrigava a fazer alguma coisa que ele não queria. Era enorme e quando dormia comigo usurpava o espaço quase todo, por pouco não me deitando da cama abaixo. Detestava estar ao colo, ir ao veterinário e tomar banho. Aliás, dar-lhe banho significava fazer um grande esforço para mantê-lo na banheira, pois procurava fugir por todos os lados, e quem acabava molhada da cabeça aos pés era eu.

 

Ainda ao tempo do Nokas, veio fazer-lhe companhia o Ciro, um Norueguês da Floresta. De início, o Nokas não gostou de dividir o seu território com um outro gato e fez um escarceu enorme. Por alguns dias receei que fosse impossível a convivência dos dois. Mas após algum tempo de adaptação, os dois passaram a tolerar-se relativamente bem. Em termos de temperamento não poderiam ser mais diferentes. Enquanto o Nokas seguro de si e não se intimidava nada com as visitas, o Ciro permaneceu sempre um gato meigo mas muito tímido, que se escondia frequentemente quando alguém ia lá a casa. O fato de possuir pêlo comprido constitui para mim um desafio, pois passei a ver montículos de pêlo por toda a casa. Isso nunca me havia acontecido com os outros gatos, mesmo quando mudavam a pelagem. Felizmente não contraí nenhuma alergia.

 

Por fim a Fifi, uma gata também ela Noruguês da Floresta. Linda, sociável e ativa, adorava brincar com bolinhas. Era igualmente meiga e paciente. Esperava-me à porta quando chegava a casa depois de mais um dia de trabalho. Permitia-me muitas vezes ter o prazer de a ter ao colo, enquanto eu fazia serões ao computador, lia ou preguiçava no sofá a ver televisão. Dormia ao fundo da minha cama, sossegada e ordenadamente. A Fifi comportou-se sempre bem, para grande alívio dos móveis e texteis do meu apartamento da altura.

 

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Ronronar

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